28/01/2014

Por que fazer Coaching?


 
O processo coaching é uma ferramenta usada para melhorar aspectos da vida pessoal e profissional, daqueles que compreendem e concordam que a mudança é uma maneira de ajuste e potencialização do modo de viver plenamente.

É um processo com começo, meio e fim, utilizado como gerador de novas perspectivas e oportunidades, que resulta em um significativo aumento no nível de satisfação e mais felicidade. Possibilita à pessoa reconhecer seus potencias e entender seu papel na vida pessoal e profissional, passando a encarar os desafios da vida com maior segurança e alegria.

O alvo deve ser a conciliação e o alcance dos desejos pessoais em equilíbrio com os demais aspectos da vida.

O processo acontece através de reuniões, com frequência e duração definidas (aproximadamente: 12 reuniões de 60 minutos cada) a partir dos objetivos a serem atingidos estabelecidos na contratação do serviço.

Áreas que podem ser trabalhadas no processo coaching:

·        Autoconhecimento – entender preferencias psicológicas e estilo pessoal. Perceber pontos fortes e pontos fracos. Avaliar o nível de estresse e minimizá-lo. Fazer auto avaliação do estágio de vida atual.

·        Planejamento pessoal – estabelecer objetivos claros e alcançáveis. Descobrir a missão de vida. Definir o caminho para atingir os objetivos. Sonhar alto, acreditar e investir na realização do sonho.

·        Recursos potencializados – Entender os mecanismos da motivação. Aprimorar a confiança e a autoestima. Tornar-se confiante e assertivo(a). Desenvolver habilidades de comunicação e relacionamentos eficazes. Ampliar a capacidade de convencimento e negociação. Desenvolver a competência para resolução de conflitos.

·        Eliminação de limites e bloqueios – analisar a fonte do medo e da ansiedade. Modificar comportamentos indesejados. Resolver conflitos internos. Priorizar valores internos. Aprender a lidar com frustrações e perdas. Adquirir a capacidade de recomeçar e se auto avaliar constantemente.
 

Benefícios possíveis:

            Respostas às principais perguntas de vida: Onde estou agora? Quais são meus pontos fortes e meus pontos fracos? Como otimizar meus recursos e potencialidades? Quais são meus desejos de realizações? Para onde estou indo? Como é possível resolver este meu problema particular? Como posso melhorar meus relacionamentos? Como ser bem sucedido(a)?


O que esperar do coaching

            O coaching é a técnica comportamental mais discutida nos últimos tempos e as empresas estão ávidas por implementar não somente a técnica, mas também a cultura do Coaching nas mentes e corações de líderes e colaboradores. O coaching tem o propósito de formar pessoas capazes de pensar por si mesmas, atingir resultados e transformar constantemente o ambiente, promovendo mudanças e encontrando novas formas de fazer resultados favoráveis.

           

Lauro Milhomem Coutinho

Personal Coach

Formado na AIC - Academia Internacional de Coaching

05/01/2014

Depressão – a doença da alma


Consta que o termo depressão foi usado primeiramente na língua inglesa para descrever o estado de desanimo, em meados de 1660. Deriva do latim “depressare, do verbo deprimere” (De = para baixo; Premere = pressionar).

Popularmente, depressão designa um sintoma ou síndrome, um estado afetivo ligado à tristeza. Conhecida como Transtorno Obsessivo Maior, a depressão é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades, por motivos diversos.

A depressão já é considerada por muitos como “a doença do novo milênio”. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ela se situa em quarto lugar entre as principais causas de ônus entre todas as doenças. A depressão afeta aproximadamente 120 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 17 milhões de pessoas são portadoras da síndrome.

Os números mostram uma tendência grave, indicando que por volta de 2020, ela seja a segunda maior causa de incapacitação para o trabalho. Estima-se que em 2030, será o mal mais presente no planeta, à frente de câncer e de doenças infecciosas.

No Brasil, levantamento realizado em 2007, pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), constatou que 74.418 trabalhadores foram afastados de suas atividades em decorrência de depressão.

Até recentemente, a depressão era comum em adultos com mais de 40 anos, hoje já é comum entre indivíduos com 25 anos.

Segundo o Dr. Dráuzio Varela, os principais sintomas são: 1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7)) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima; 9) alteração da libido.

O Dr. Dráuzio Varela diz que os quadros leves costumam responder bem ao tratamento sicoterápico. Nos graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar, e profissional e em sociedade, o acompanhamento médico e a indicação de antidepressivos, são fundamentais para tirar a pessoa da crise.

A causa exata da depressão continua desconhecida.

            Referência: Revista de Psicanalise n. 22 pagina 42

27/12/2013

O que é o processo Coaching?


A história do Coaching começou a ser escrita há alguns séculos na Grécia Antiga, por alguns importantes filósofos da época: Sócrates, Platão e Aristóteles. Embora eles não usassem o termo "coaching", faziam uso de um processo de perguntas que levava as pessoas a refletirem sobre as respostas desejadas, possibilitando novos entendimentos, consequentemente novas opções. Isso é o a base do Coaching. Fazer perguntas poderosas que ampliem a consciência e que levem a pessoa a ter novas percepções, é uma das principais habilidades que um Coach tem que ter.

Ainda no processo histórico, em 1500, o termo Coach foi utilizado para nomear os condutores de carruagem, pessoas responsáveis em levar uma pessoa de um ponto “A’” até um ponto “B”.

Na Década de 70, o americano Timothy Gallwey, foi um dos pioneiros no desenvolvimento dos conceitos de Coaching, obtendo grande destaque como orientador de tenistas e golfistas famosos. Para a época, seu método foi considerado revolucionário, pois levou os atletas a se destacarem, e a diferença estava em trabalhar não somente aspectos técnicos do jogador, mas também aspectos comportamentais, em especial o que eles pensavam e o seu nível de concentração.

A partir de 1980, com a expansão do Vale do Silício, o Coaching entra no mundo organizacional como um processo de realização de metas e se consolida como profissão no mundo dos negócios e, desde então, cada vez mais, indivíduos e organizações reconhecem o valor de um Processo de Coaching para melhoria de performance, alcance de equilíbrio e resultados extraordinários.

Nos últimos anos, o Coaching, um processo que pode ser realizado individualmente ou em times, vem ganhando credibilidade e conquistando respeito e reconhecimento em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil, onde tem sido cada vez mais procurado por pessoas e organizações. O Sucesso do Coaching, está associado ao fato de oferecer excelentes benefícios, especialmente economia de tempo e retorno do investimento traduzido em resultados.

Vale ressaltar que:

·         Nos EUA, 22% das pequenas empresa utilizam algum tipo de Coaching e a projeção garante um aumento de 50% nos próximos anos. (Infinita Research).

·         Um estudo publicado no Public Personnel Management Journal, conclui que profissionais que participaram de treinamentos gerenciais aumentaram em 22,4% sua produtividade. E aqueles que tiveram Coaching, após esse mesmo treinamento, aumentaram sua produtividade em 88%.

·         Segundo a Revista Fortune, mais de 40.000 Executivos possuem Coaches nos Estados Unidos.

·         Um mercado de 2,4 bilhões de dólares (só nos Estados Unidos) cresce 18% ao ano de acordo com o Market Data Report.

·         88% das Organizações no Reino Unido utilizam Coaching de acordo com a Bristol University.

·         Em países como a Austrália, 70% das empresas contratam Coaches.

·         Estudos da "FastCompany.com" relatam que:

·         43% dos CEO’S e 71% dos Altos Executivos já trabalharam com um Coach

·         63% das Organizações tem planos de aumentar a utilização de Coaching

·         93% dos Líderes que atuaram com Coches, planejam recontratar ou continuar os trabalhos.

·         De acordo com o "The Economist", o Executive e Bussiness Coaching crescem 40 % ao ano.

 

Lauro Milhomem Coutinho

Personal Coach

A lição de equipe e liderança dos gansos


 
No outono, quando se vê bandos de gansos voando rumo ao Sul, formando um grande “V” no céu, indaga-se o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás. Ao voar em forma de “V”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de voo do que uma ave voando sozinha.

Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.

Quando um ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança.

Os gansos de trás gritam encorajando os da frente para que mantenham a velocidade.

Quando um ganso fica doente ou é ferido, dois gansos saem da formação e o acompanham para ajuda-lo e protege-lo. Ficam com ele até que consiga voar novamente ou até que morra. Só então levantam voo sozinhos ou em outra formação, a fim de alcançar seu bando.

 

Reflexão:

Muita coisa seria diferente nos relacionamentos e resultados pessoais, familiares e empresariais se os humanos praticassem as lições dos gansos.

16/12/2013

O brasileiro é o profissional mais estressado do mundo


O brasileiro é o profissional mais estressado do mundo, segundo pesquisa realizada pela consultoria de recrutamento Robert Half.

Motivo principal é o excesso da carga de trabalho. Fadiga mental, mudança de humor e alteração de peso são consequências.

A pressão por resultados, o excesso de trabalho e a falta de reconhecimento são fatores que tornam os profissionais brasileiros os mais estressados do mundo. A pesquisa foi feita em 13 países com diretores de grandes empresas.

No Brasil, 42% dos entrevistados afirmaram que os funcionários enfrentam estresse e ansiedade, número muito acima da média mundial, que é de 11%. Os dados do Ministério da Previdência confirmam o problema: desde 2010 houve um aumento de 41,9% no número de afastamentos causados por estresse grave e dificuldade de adaptação.

“O que no passado era feito por 10,15 trabalhadores, hoje é feito por um, dois ou três. Então, há um aumento da sobrecarga mental, da responsabilidade no ambiente de trabalho e isso também gera adoecimento mental. Isso também agrava as funções psicológicas e mentais do trabalhador”, analisa Marco Antonio Peres, diretor do Departamento de Políticas de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência.

Entre os sintomas causados pelo estresse estão: a fadiga mental, quando a pessoa dorme e acorda cansada, a mudança repentina de humor e a alteração de peso (tem gente que engorda ou emagrece em pouco tempo).

Em Curitiba, uma montadora criou estratégias para diminuir os efeitos da pressão por resultados, como horário flexível, academia de ginástica e aulas de dança para os funcionários.

O investimento da empresa na qualidade de vida dos trabalhadores se reflete diretamente nos resultados da montadora. Como funcionário feliz rende mais e trabalha melhor, na empresa não há afastamentos por estresse. Bom para os dois lados, empresa e empregado.

Jornal Hoje – Rede Globo - Edição do dia 16/12/2013

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/12/brasileiro-e-o-profissional-mais-estressado-do-mundo-revela-estudo.html

11/12/2013

Narcisismo


Segundo Fromm, “o narcisismo, pode, assim, ser descrito como um estado da experiência em que só a própria pessoa, seu corpo, suas necessidades, seus sentimentos, seus pensamentos, seus atributos, tudo e todos que lhe pertençam são experimentados como plenamente real, enquanto tudo e todos que não formam parte da sua pessoa ou não constituem objeto de suas necessidades não são tidos como interessantes, não são plenamente reais, são percebidos apenas por meio de um reconhecimento intelectual, enquanto afetivamente sem peso e sem cor.

Uma determinada pessoas, na medida em que seja narcisista, tem um modelo duplo de percepção. Só ela e o que lhe pertença têm significação, enquanto que o resto do mundo mostra-se mais ou menos sem peso ou sem qualquer colorido. Devido a esse modelo duplo, a pessoa narcisista exibe graves defeitos de julgamento e mostra-se carente frente à objetividade.

Frequentemente, a pessoa narcisista consegue um senso de segurança em sua convicção subjetiva quanto à sua perfeição, a sua superioridade sobre os outros, às suas qualidades extraordinárias, e não como resultado de seu relacionamento com os outros, ou através de qualquer trabalho real ou realização devida apenas a seus méritos. Precisa agarrar-se à sua própria imagem narcisista, uma vez que o seu senso de valor assim como sua identidade estão baseados nela. Se o narcisismo é ameaçado, a pessoa vê-se ameaçada numa área vitalmente importante. Quando os outros ferem o seu narcisismo, ao desfeitearem a pessoa, criticando-a, expondo-a, quando disse alguma coisa errada, batendo-a num jogo qualquer ou em numerosas outras oportunidade, a pessoa narcisista geralmente reage com ódio intenso ou com raiva, mostre ou não isso ou tenha mesmo dela consciência. A intensidade dessa reação agressiva pode ser vista, frequentemente, no fato de que uma pessoa assim nunca perdoará alguém que lhe tenha ferido o narcisismo e geralmente sente um desejo de vingança que seria menos intenso se o seu corpo ou suas qualidades não tivessem sido atacadas.

A maioria das pessoas não tem consciência de seu próprio narcisismo, mas apenas das manifestações que não o revelam. Dessa forma, por exemplo, sentem admiração desordenada pelos pais ou pelos filhos, e não sentem qualquer dificuldade em expressar esses sentimentos porquanto um comportamento desse tipo é geralmente julgado positivamente como piedade filial, afeição paterna, ou lealdade; mas se tivessem de expressar os sentimentos a respeito de si próprias, de modo a dizerem que “Sou a pessoa mais maravilhosa do mundo”, “Sou melhor do que ninguém”, etc., ficariam suspeitas não apenas de serem extraordinariamente vãs,, como também de não serem perfeitamente sadias. Por outro lado, se alguém consegue realizar alguma coisa que encontra reconhecimento no campo da ciência, da arte, dos esportes, do mundo dos negócios, da política, sua atitude narcisista parece não apenas realista e racional, mas ainda constantemente alimentada pela admiração de terceiros. Nesses casos, pode dar plena liberdade ao seu narcisismo, porquanto o mesmo está socialmente sancionado e confirmado” (1987, p. 272-273).

O narcisista é parte integrante da vida familiar, social, política, religiosa e profissional, ocupa posições de destaque em todos os tipos de organizações. Focado apenas em si e nos seus, impede a fluidez das relações e consequentemente contribui para o surgimento de conflitos, que infectam os ambientes de tristeza, gerando disputas e sofrimento.

O narcisismo é tipicamente uma atitude infantil. A criança fechada em seu mundo não consegue dividir algo ou alguém, sem se perder.

Uma meta importante do ser humano é refletir constante sobre sua própria integridade e perceber que não perde nada e nem perde-se quando divide algo ou a companhia de alguém com outras pessoas. Ser um ativo porteiro do que pensa, sente e deseja é uma atitude positiva rumo a paz na convivência humana.

Mudar o mundo começa com a prática natural e diária de atos de amor e bondade.

Referência: FROMM, Erich. Anatomia da destrutividade humana. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1987.

 

Lauro Milhomem Coutinho

09/12/2013

O mundo tem mais pessoas descontentes do que felizes com o trabalho

Forbes Brasil
Susan Adams - ‎domingo‎, ‎20‎ de ‎outubro‎ de ‎2013

Se você vai trabalhar todos os dias desanimado e infeliz, saiba que não está sozinho. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo instituto Gallup, há no mundo muito mais funcionários desestimulados, que odeiam seus empregos, do que trabalhadores engajados, que amam seus trabalhos.

O instituto mede a satisfação profissional desde 1990. Até hoje, já foram entrevistados 25 milhões de trabalhadores em 189 diferentes países. A versão mais recente da pesquisa reuniu informações de 230 mil funcionários de tempo integral e parcial em 142 países.

Apenas 13% dos funcionários sentem-se estimulados em seus empregos. Isso significa que eles são apaixonados por suas atividades, possuem uma profunda conexão com seus chefes e passam seus dias levando inovação para as suas empresas.

A vasta maioria, cerca de 63%, estão “desestimulados”, o que significa que eles estão descontentes, mas não extremamente desanimados. Ou seja, eles investem pouca energia nas atividades profissionais.
Outros 24% estão na categoria que a Gallup chama de “ativamente desestimulados”, o que significa que eles odeiam o trabalho. Muitas vezes, fingem que trabalham e prejudicam os objetivos dos colegas.

Somando-se as duas últimas categorias, temos espalhados no mundo 87% de profissionais “emocionalmente desconectados de seus ambientes de trabalho e com pouca probabilidade de serem produtivos”.

Em outras palavras, o trabalho é mais uma fonte de frustração do que de satisfação para aproximadamente 90% dos trabalhadores no mundo. Isso significa que a maioria dos escritórios é menos produtivo do que poderia ser e os empregadores são menos propensos a criar novos cargos.

Para fazer seu levantamento, o Gallup reuniu 12 afirmações, às quais os entrevistados tinham que responder “sim” ou “não”. São elas:
1. Eu sei o que é esperado de mim no trabalho.
2. Eu tenho material e equipamento necessários para fazer meu trabalho corretamente.
3. No trabalho, eu tenho oportunidade de fazer o que sei de melhor todos os dias.
4. Nos últimos sete dias, recebi reconhecimento ou elogio por ter feito um bom trabalho.
5. Meu supervisor, ou alguém do trabalho, parece se preocupar com minha pessoa.
6. Há alguém no trabalho que incentiva minha evolução.
7. No trabalho, minha opinião parece contar.
8. A missão ou propósito da minha empresa me faz sentir importante profissionalmente.
9. Meus associados ou colegas estão engajados em fazer um trabalho de qualidade.
10. Eu tenho um melhor amigo no trabalho.
11. Nos últimos seis meses, alguém do trabalho falou comigo sobre meu progresso.
12. No último ano, eu tive oportunidade de aprender e crescer no meu trabalho.

No Brasil

O Brasil tem 27% de pessoas satisfeitas com suas profissões. Ainda assim, 62% estão descontentes e 12% odeiam suas atividades. Os números do país são melhores do que em qualquer outro lugar da Europa Ocidental.

Por exemplo, na França, apenas 9% realmente gostam de seus empregos, 65% estão descontentes e 25% odeiam a profissão. A Alemanha vai um pouco melhor, com 15% satisfeitos, 61% desestimulados e 24% que não gostam de suas ocupações.

Os maiores níveis de desestímulo estão no norte da África e no Oriente Médio. Isso parece previsível, devido à guerra civil na Síria. Cerca de 45% das pessoas estão extremamente descontentes com a profissão. A Argélia tem 53% de descontentes e a Tunísia, 54%.

As menores proporções de funcionários felizes estão na Ásia Oriental, onde, no geral, apenas 6% dos trabalhadores se sentem estimulados. Esse número vale para a China, onde apenas 6% dos funcionários estão felizes. Outros 68% estão em desanimados e 26% muito descontentes.

Os números no Japão surpreendem. Apenas 7% estão contentes com seus trabalhos e 69% estão desestimulados. Outros 24% odeiam suas profissões.

Os Estados Unidos, por sua vez, possuem uma das melhores estatísticas do mundo, com30% de trabalhadores contentes, 52% sem estímulo e 18% que odeiam suas atividades. Esses números não são ideais, mas estão acima da média.


Mas você quer saber onde os trabalhadores são realmente felizes? No Panamá. Lá, 37% das pessoas amam seus empregos, 51% estão desestimuladas e 12% infelizes com suas profissões.

Mandela: uma lição de liderança


Mandela deixa para a humanidade a grande lição sobre o ato de educar. Demonstrando com sua vivencia, que a educação não é apenas a transferência de conteúdo, mas sobretudo a viabilização de fatores que contribuem para a inserção do sujeito na condição humana.

Espera-se que o legado de Mandela desperte nas pessoas o sentimento de buscar incansavelmente a solução dos conflitos inerentes ao viver humano, sem ressentimento paralisante, com espirito desarmado de arrogância, superioridade ou inferioridade, pois, só assim, será possível a construção de caminho alternativo, que atenda às necessidades de ambas as partes. O caminho alternativo sempre é possível, quando o amor e a bondade são usados como meio para o fim desejado.

Educar é um projeto permanente na vida do ser humano, seja o sujeito, líder ou liderar, aluno ou professor. Julgar-se pronto é falta de sensibilidade para entender o que a vida tem por ensinar.

A educação verdadeira é a que coloca as relações humanas como fator principal, pois não adianta alguém conseguir todos os títulos que o diferencie profissionalmente, se tudo que aprendeu não o capacitou para entender que o ser humano é um ser afetivo e necessita do afeto, que funciona como combustível para as outras realizações pessoais. A realização afetiva, fruto dos relacionamentos é primaria na vida humana, sem ela, outras realizações não tem sentido.

O educar essencialmente humano, capacidade o ser a acolher, mesmo que apenas visualmente os demais. Tornar o outro invisível, algo comum nos corredores de empresas, escolas, universidades, clubes e outros pontos de convivência humana é uma maléfica forma de segregação presente na contemporaneidade.

A grande lição de Mandela: O líder precisa ser e demonstrar em ações e atitudes aquilo que espera dos outros. Este momento de tristeza pela sua partida pode ser uma oportunidade para que pais, professores, empresários, diretores, gerentes ou quem quer que esteja em um papel de comando, em todos os tipos de atividades que envolva ação humana, possa parar e refletir se suas ações estão focadas na agregação ou na segregação do afeto humano. Nuca é tarde para mudar, mas pode ser tarde para perdoar e receber o perdão de alguém. A culpa gerada pela sensação de não ter sido desculpado ou perdoado por uma atitude incoerente ou mesmo um erro reconhecidamente cometido é um fator aniquilante, que se manifesta em forma de crise, violência, vingança, isolamento, doença e morte.

Lauro Milhomem Coutinho

Psicanalista/Coach/professor

11/09/2013

Os 5 principais arrependimentos de pacientes terminais


 
Publicado em 25 de fevereiro de 2011, Bronnie Ware trabalha com pacientes perto do fim da sua vida – pacientes terminais. Neste post, ela escreve sobre os principais arrependimentos que vieram à tona aos seus pacientes em seu leito de morte. Os cincos principais seguem abaixo:
 

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado a metade dos seus sonhos e morreram sabendo que era devido às escolhas que fizeram, ou deixaram de fazer.

É muito importante tentar realizar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que poucos percebem, até que já a não têm mais.

 
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

Isto veio de todos os pacientes do sexo masculino que eu acompanheiEles perderam o crescimento de seus filhos e o companheirismo do parceiro. As mulheres também citaram este arrependimento, mas como a maioria era de uma geração menos recente, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinham sido chefes de família. Todos os homens que eu acompanhei se arrependeram profundamente de passar tanto tempo da sua vida com foco excessivo no trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não ter que precisar de um salário tão alto quanto você acha. E criando mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, mais adequado ao seu novo estilo de vida.

 

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas resguardaram seus sentimentos para manter a paz com os outros. Como resultado, tiveram uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam, como resultado.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam reagir quando você muda a maneira de falar com honestidade, no final a relação fica mais elevada e saudável. Se não ficar, é um relacionamento que não vale a pena guardar sentimentos ruins. Você ganha de qualquer maneira.

 

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes os pacientes terminais não percebiam os benefícios de ter por perto antigos e verdadeiros amigos até a semana da sua morte, e nem sempre foi possível encontrá-los. Muitos haviam se tornados tão centrados em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro se diluírem ao longo dos anos. Havia muitos arrependimentos por não dar atenção a estas amizades da forma como mereciam. Todos sentem falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum que qualquer um, em um estilo de vida agitado, deixe escapar amizades. Mas quando você se depara com a morte se aproximando, os detalhes caem por terra. Não é dinheiro, não é status, não é posse. Ao final, tudo se resume ao amor e relacionamentos. Isso é tudo o que resta nos dias finais: amor.

 

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Este é surpreendente. Muitos não perceberam, até ao final da sua vida, que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto”. O medo da mudança os fazia se fingir aos outros e a si mesmos, enquanto lá no fundo ansiavam rir e ter coisas alegres e boas na vida novamente.

 

Vida é escolha. A vida é SUA. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz.

29/07/2013

A origem do didator


Análise da personalidade de Hitler numa perspectiva psicanalítica

 O presente texto é um breve relato da biografia de Adolf Hitler e, tem como objetivo chamar a atenção dos países atuais e futuros para a responsabilidade de conceber e educar filhos. Devemos saber que criar um filho não é apenas um projeto de continuidade familiar, mas, sobretudo uma contribuição para as pretensões evolutivas da sociedade constituída pelos seres humanos e, que a inclusão de um novo membro, independente de onde venha pode afetar a humanidade por várias gerações. O ato de conceber e criar um filho devem ser encarados sob a ótica da espiritualidade de onde flui o amor, só assim, é possível permitir brotar de cada individuo envolvido, princípios, conceitos e atitudes suficientes para promover relações dignas da condição humana.

Hitler nascido em uma hospedaria de Braunau, na Austrália em 1889, filho de Alois, um aduaneiro de longos bigodes grisalhos e olhos indagadores, que caracterizavam seu aspecto severo, homem com mais de 30 anos de serviço nos ombros, já passava dos 50 anos de idade e de Klara Pölzl, mulher esbelta, cabelos loiros e olhos claros, de origem camponesa de 28 anos de idade por ocasião do nascimento de Hitler. No entanto, já havia perdido dois filhos, Gustav e Ida, falecidos em tenra idade, antes do nascimento de Hitler.

Relatos classificam Lois como um tirano que dirigia sua família, tão autoritário, como agia no escritório alfandegário, conhecido como “um decidido campeão da lei e da ordem”.

Os pais de Hitler, ambos de uma cidade chamada Waldviertel, região pobre, predominantemente agrícola; povoada de habitantes de costumes atrasados, frequentemente portadores de taras, causadas pelo alcoolismo e pelos repetidos casamentos consanguíneos. Lois e Klara são primos de primeiro grau e, para se casarem, no início de 1885, tiveram que pedir a licença do bispo.

O casamento com Klara é o terceiro para Lois, que sempre teve uma vida inquieta e aventureira. Na infância, Lois, conheceu apenas sua mãe, empregada doméstica, que o concebeu com mais de 40 anos de idade. Casou-se mais tarde e foi abandonada pelo esposo que preferiu continuar na vida de moleiro ambulante. Assim, Lois cresceu com o tio, perdendo a mãe aos 10 anos de idade.

Lois casa-se pela segunda vez, 30 dias depois da morte da primeira esposa e o terceiro casamento, com Klara, seis meses após a morte da segunda esposa.

            Segundo Fromm (1987), Klara a mãe de Hitler, parece ter sido uma pessoa ajustada e simpática. Trabalhara com empregada domestica na casa de Alois, seu tio e futuro marido. Ela tornou-se amante dele e engravidou do tio, casando-se com ele depois da morte de sua esposa.

Hitler aparentemente teve uma infância normal e tranquila, exceto pela agitação das várias mudanças que a família teve de fazer, seja por exigência do serviço ou inquietude.

Sob a vigilância constante do pai, o menino foi um bom estudante nos primeiros anos de curso, mas quando chegou aos 12 anos, a pressão paterna foi inútil para mantê-lo junto aos livros. Depois da morte do pai, ele permaneceu na escola por apenas mais dois anos.

Hitler frequentou por dois anos o convento beneditino, tendo se exibido entre os pequenos coristas.

Para satisfazer o desejo do pai, o filho entra na Realschule, escola secundária, o primeiro passo da carreira de oberoffizial, oficial da alfândega imperial austríaca: um boné de veludo com filete de ouro. Seu primeiro ano na Realschule é quase um desastre; no ano seguinte o rapaz repete o mesmo na Staatsalschule de Steyr. O pai o repreende duramente por não se aplicar nos estudos como deveria, Hitler replica, dizendo desejar ser artista, pintor e, nunca aduaneiro.

Hitler cresceu como um garoto independente mais muito solitário. Em suas brincadeiras infantis preferia brinquedos de miniaturas de equipamentos militar e sempre se colocava no papel de líder. Lia compulsivamente livros sobre aventuras e histórias militar. Ele escreveu que: “eu parecia viver as gigantescas batalhas no mais intimo do meu ser” (WEPMAN, 1987, p. 17). Um professor relatou que Hitler era um aluno teimoso, arrogante, preguiçoso e reagia com indisfarçável hostilidade ao conselho ou à punição.

Fromm (1987) buscando afirmar o caráter necrofilo de Hitler, diz que o “Sádico exigiria a rendição; só o necrofilo exige a aniquilação”. Afirma que Hitler apresentava três outros traças de caráter intimamente relacionados uns com os outros, eram: o narcisismo, a sua atitude ensimesmada e a sua falta de sentimento de amor, de calor humano ou de compaixão.

Em relação às causas da origem necrofila e demais patologia apresentadas por Hitler, Fromm (1987) destaca que o quadro de mãe responsável e amorosa exercido por Klara, levanta algumas questões sérias, tendo-se em vista a hipótese de a infância de Hitler ter sido quase autista e o seu “incesto maligno”, possa ter influenciado sua psique. Diante desta via, Fromm descreve algumas possibilidades: (1) que Hitler era constitucionalmente tão frio e reservado que a sua orientação quase autística existia, a despeito de uma mãe cálida e amorosa. (2) é possível que o seu superapego ao filho, tivesse sido sentido por ele, já tímido, como forte intrusão a que reagiu com uma reserva ainda mais drástica.

Os relatos mostram que para Klara, o filho era a menina de seus olhos, ela o mimava, nunca repreendia, admirava-o. Ele não podia fazer nada de errado. Toda a sua atenção e a sua afeição concentravam-se nele. Sua atitude, provavelmente, configurou o narcisismo de Hitler, assim como sua passividade. Ele era maravilhoso, sem precisar despender qualquer esforço, uma vez que a mãe o admirava de qualquer jeito. Não tinha de ser esforçar-se porque ele cuidava de satisfazer todos os seus desejos. Ele por sua vez, dominava-a e se enfurecia quando se sentia frustrado, Relata Fromm (1987).

Ao que parece Hitler, não via sua mãe como uma pessoa a quem ele se mostrasse amoroso e ternamente ligado. Ela parecia mais um símbolo das deusas protetoras e admiradoras, mas também das deusas da morte e do caos. Ao mesmo tempo, era um objeto para o seu controle sádico, ocasionando uma grande fúria nele quando ela não se mostrava plenamente prestativa.

Com a morte do pai, Hitler mudou-se para Linz, onde viveu os anos mais intensos e difíceis de sua puberdade, a perda do pai não pareceu ter efeito sobre ele. Se fosse verdade, como o próprio Hitler mais tarde escreveu, que o seu fracasso na escola originou-se do conflito ocorrido com seu pai, uma vez morto o brutal tirano e rival, a hora da libertação teria soado.

À época contava com apenas um amigo, com quem passa todas as horas livre em devaneios sobre artes, história e amor. Apaixona-se, mas não consegue trocar uma palavra se quer, com a jovem, objeto da paixão. Aos 16 anos é acometido pela tuberculose, que requer meses de cura e mudança de clima. É o fim dos estudos. Entre 16 e 19 anos, ele vive na completa liberdade: tardes de espera por um único olhar da amada; leituras disparadas; noites no Teatro da Ópera. Longas estadas em Viena, que nesta época desempenhava grande papel na história da musica e do teatro.

A mãe esgotou suas economias para satisfazer a paixão do filho, mesmo assim, Hitler é reprovado no exame de admissão para a Academia de Belas-Artes de Viena, seus testes foram considerados “insatisfatórios”, criticados pela deficiência de figuras humanas em seus desenhos e, as poucas que constavam não eram retratadas nas proporções corretas. Repetindo a reprovação no ano seguinte, foi aconselhado a tentar o curso de arquitetura, porém sua inscrição não foi aceita pela falta do diploma da Realschule. Neste ínterim sua mãe morre. O jovem agora precisa ganhar seu próprio pão. Hitler não consegue superar o golpe sofrido no gabinete do diretor naquele dia de outono. Sua desclassificação deu origem a um profundo ressentimento.

Na época, Viena era uma metrópole com aproximadamente dois milhões de habitantes. Capital do império e centro industrial entre os maiores da Europa, a cidade estava vivendo os últimos anos da sua “doce vida”: valsas e óperas, café, concertos e passeios às margens do “belo Danúbio azul”. Mas, atrás dessa brilhante fachada escondia-se uma triste realidade: um milhão de pequenos empregados e operários vivendo de simples subsistência; e mais a massa dos deserdados, vagabundos e delinqüentes de todas as raças. É nesse ambiente que Hitler passa sua vida entre 20 e 24 anos de idade. Sua única renda fixa até os 21 anos de idade era a pensão de 25 coroas, que recebia como órfão. Equivalente à metade do pagamento de um servente de pedreiro na época. Para completar suas despesas de sobrevivência, trabalhava removendo neve, carregando malas na estação, pintando pequenos quadros e de servente de pedreiro. Passou a dormir em dormitório público e em um convento de frades. Não bebia nem fumava, mas qualquer sobra de dinheiro usava para comer doces recheados com creme.

Sujeito de poucos amigos, entre eles, um judeu que lhe presenteou com um sobretudo. Conseguiu um sócio, que vendia os quadros que pintava, até o dia que o sócio sumiu com um quadro e Hitler o denunciou.

Entre um trabalho e outro, não lhe falta tempo livre, que passa lendo, principalmente tudo que pudesse satisfazer sua sede de informação imediata, de conhecimento, basicamente sobre conflitos sociais e política.

Construiu com a convivência e as leituras, aquela que seria sua base de todas as suas experiências insanas. Sua visão do mundo focalizada em ideias e impressões recheadas de intolerância, relacionadas com: 1) a natureza irremediavelmente cruel do homem; 2) a conspiração maléfica e universal dos judeus; 3) a superioridade da raça ariana e seu direito de dominar o mundo; 4) a profunda antipatia pelas instituições democráticas e parlamentares; 5) o ódio impiedoso pela social-democracia e pelo marxismo. Idéias comuns à época e, Hitler se agarra a elas com muita determinação e as defende com entusiasmo incomparável, que surpreende e atemoriza os seus próprios companheiros.

Hitler foi preso pelas autoridades austríacas como desertor do serviço militar. Conseguiu sair da enrascada. Encaminhado para Salzburgo, onde o médico do Exército considerou-o inapto para o serviço militar, justificando que ele era incapaz de carregar armas. Depois desse episódio e sem uma palavra se quer para a família, Hitler mudou-se para Munique, onde deu continuidade a sua leitura de jornais, apregoando a quem o escutasse, suas crenças políticas e o desejo de entrar em uma escola de arte. No entanto, não fazia nenhum esforço para atingir tal objetivo.

Enquanto a vida de Hitler não demonstrava a menor possibilidade de melhora, o mundo a sua volta parecia em movimento de desintegração. A guerra deu a Hitler à possibilidade de fugir de sua vida monótona de pobreza e humilhações, dando-lhe entusiasmo para se envolver ativamente em alguma coisa. Como em tempo de guerra, os registros médicos, não eram rigorosamente conferidos e os exames físicos quase fortuitos, ele foi aceito sem restrições e, em uma semana era o soldado Hitler.

Dez anos mais tarde, Hitler escreve em seu livro, que a noticia da guerra tomou o de grande emoção, escrevendo. “Tomado de um entusiasmo arrebatador, caí de joelhos e agradeci aos Céus, com o coração transbordando, por ter-me concedido à fortuna de poder viver nesse tempo”. (WEPMAN, 1987, p. 17). Comentou certa vez, que ainda garotinho, havia sonhado com a guerra e, que seu sonho de infância tinha tornado se realidade. Um membro do regimento relatou que ao receber o fuzil, Hitler olhou a arma, com o mesmo semblante de prazer, que uma mulher olha para uma jóia, que acaba de ganhar.

Frases que demonstram o sentimento, a vida e a história do ditador. “A luta é a mãe de todas as coisas... Não é com princípios humanitários que o homem vive... Mas unicamente por meio da luta mais brutal”. Adolf Hitler.

A presente síntese sobre aspectos bibliográficos da vida de Hitler, não objetiva recriminar ou defendê-lo das atrocidades que cometeu, nem tão pouco estabelecer uma premissa imutável, que cada indivíduo adulto, agirá único e exclusivamente sob as influencias de traumas, decorrentes de maus tratos ou coisa parecida, sofridos na infância ou mesmo estabelecer como certeza inconteste ou via sem desvio, que as vivencias da infância do indivíduo, serão repassadas a outras pessoas, como forma de alivio de seu sofrimento.

No entanto, tomando como base os conceitos psicanalíticos, deixados por Freud, todo conteúdo inconsciente, independente de quando foi recalcado ou reprimido, permanecerá inconsciente, até encontrar a oportunidade para tornar-se consciente, Nesse entremeio, permanece produzindo ações e reações, às vezes, antagônicas ao aspecto consciente e comportamento adotado ou desejado pelo indivíduo.

Tudo que é inconsciente poderá um dia tornar-se consciente. No entanto, o resultado necessariamente é a repetição do ocorrido, porém o indivíduo se quer sabe precisar o que realmente lhe aconteceu e, se aconteceu no real ou apenas imaginariamente.

A necessidade de tornar consciente conteúdo inconsciente, seja recalcados ou reprimidos é próprio da condição humana, como consta na Bíblia: “Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz”. Lucas 8:17.


Lauro Milhomem Coutinho
    Psicanalista/Consultor

18/07/2013

Regra de Ouro

Napoleon Hill criou a regra de ouro, convicto de que se ela for aplicada coerentemente transforma positivamente os relacionamentos para uma convivência humana mais afetiva.


Regra de Ouro: "O que fazemos ao outro ou pelo outro fazemos a nós ou por nós".

03/07/2013

Iniciativa e liderança


Principais atributos da iniciativa e liderança, estabelecido por Napoleon Hill.

1.    Saber exatamente o que quer.

2.    Elaborar plano prático para a realização do que deseja.

3.    Cercar-se de pessoas com experiência e conhecimento essenciais à realização do objetivo definido.

4.    Ter suficiente autoconfiança e acreditar no objetivo, a ponto de imaginá-lo realizado, antes mesmo de coloca-lo em prática.

5.    Não desanimar, antes os obstáculos que surgirem. Se o plano falar, substitua-o por outro, até encontrar um o certo.

6.    Não tentar adivinhar. Planejar sempre com base em evidencias e fatos.

7.    Resistir a influencia de terceiros, com sugestões para sentido de desistir do plano ou do objetivo.

8.    Não estabelecer horário fixo de trabalho. O líder deve dedicar-se à tarefa que tem diante de si, trabalhando pelo tempo que fora necessário ao alcance do sucesso.

9.    Concentrar-se em uma tarefa por vez. Assim, não desperdiçará recursos, raciocino nem energia e manterá a eficiência.

10. Delegar, sempre que possível, a responsabilidade por detalhes, estabelecendo um sistema para verificar se tais detalhes estão sendo efetivamente executados. Mas a responsabilidade pela execução do plano continua sendo do líder. Tendo em mente que as falhas dos liderados, constituem-se em uma falha do líder.

 

Napolen Hill, destaca que a persistência é a base do sucesso de lideres bem sucedidos. Aqueles que se deixam abater pelos primeiros sinais de oposição ou dificuldade ao seu plano, jamais serão grandes lideres.

O líder eficiente não permite que detalhes roube seu precioso tempo de ação rumo ao objetivo definido.

O gestor que se promove por controlar pessoalmente todos os detalhes de seus negócios enquadra-se em uma das seguintes situações: não é um líder capaz ou está à frente de uma microempresa.

O líder bem sucedido nem sempre é o que parece mais ocupado, mas o que se organiza para gerir com eficiência e manter os liderados ocupados. Aquele que faz as coisas acontecerem é mais valioso a uma empresa do que aquele que executa.

O líder eficiente possuir uma personalidade agradável é otimista e sabe contagiar os outros com seu entusiasmo. Tem agudo senso de justiça, colocado em prática na convivência com os liderados. Assumindo total responsabilidade pelos atos de seus liderados.

“Das etapas essenciais ao desenvolvimento da iniciativa e da liderança, a primeira é a criação do hábito de tomar decisões com rapidez e firmeza”.

A autoconfiança é fator primordial ao sucesso na liderança. Fundamental, já que é uma tendência natural do ser humano o desejo de seguir indivíduos autoconfiantes. “ninguém segue espontaneamente uma pessoa indecisa”.

 
Napoleon Hill. Quem vende enriquece. São Paulo: Editora Fundamentos Educacional, 2012.

11/05/2013

Ciúme


A falta de autoestima dá origem a reações comportamentais anormais ao que se espera de um ser efetivamente humano. O ciúme, comportamento comum nas relações humanas, chega a ser visto como uma forma de zelo pelo objeto amado. Mas que em muitos casos produz reações extremas e consequencias inimagináveis. Normalmente o ciumento acha que o outro é que é fraco e se deixa dominar por um terceiro sedutor. Incapaz que é o ciumento de perceber que na maioria das vezes é ele próprio que ajuda a promover as oportunidades para exercer sua ação de suposta proteção.

Assim o ciúme visto por Otto Fenichel é: “Incapacidade de amar baseada em ambivalência profunda também se vê naqueles tipos cujas relações objetais são governadas pelo ciúme. Pode o ciúme ocasional corresponder à intensidade dos sentimentos amorosos, mas aqueles tipos nos quais o ciúme é característica onipresente são, justamente, aqueles que não podem desenvolver amor autêntico porque todas as suas relações se mesclam a uma necessidade narcísica. Mais do que, certamente, o ciúme não assume intensidade máxima nos casos em que, até então, hajam sido máximos o amor e a gratificação; aqueles que são predispostos ao ciúme são, pelo contrário, os que estão sempre e com presteza mudando os seus objetos; que têm ciúme até de objetos pelos quais não tinha interesse especial até que uma circunstância estranha lhes desperte o ciúme. Fosse o ciúme simples reação dolorosa a uma frustração, esperar-se-ia que fosse rejeitado tanto quanto possível; na realidade, o ciúme costuma apresentar a característica oposta: inclinação a importunar e a se tornar obsessivo, o que mostra que a adesão às ideias inconscientes de ciúme serve à repressão de coisa diferente.

A mistura de depressão, agressividade e inveja com que o ciumento reage à perda do amor revela intolerância especial a esta. E o medo da perda de amor é mais intenso nas personalidades para as quais ela significa diminuição da autoestima. Até o apego aos bens materiais pode preencher, no tocante à autoestima, a mesma função que outras provisões externas; daí compreendermos que por esta forma acresça a probabilidade de que o ciúme se desenvolva como meio de lutar pela obtenção de autoestima.

O caráter obsessivo do ciúme deve-se, em primeiro lugar, ao fato de que a situação atual, que despertou o ciúme, recorda à pessoa uma situação semelhante anterior, que terá sido reprimida. O fato de uma humilhação passada. Todavia, a frustração inerente ao complexo de Édipo, base, certamente, de todo ciúme, toda a gente a terá experimentado, ate aqueles que não são propensos ao ciúme posteriormente. Neste particular, foi Freud que indicou a explicação pela ideia que teve do ciúme paranoico. Na paranoia, o ciúme serve à rejeição, por projeção, de dois tipos de impulsos: impulsos à infidelidade e impulsos ao homossexualismo. Tanto um quanto outro tipo de impulsos desempenha também papel, certamente, no ciúme normal. O ciúme desenvolve-se sempre que uma necessidade de reprimir impulsos à infidelidade e ao homossexualismo coincide com a característica intolerância à perda de amor. Diz Jones: ‘A infidelidade marital tem, como maior frequência do que se crê, origem neurótica; não revela liberdade, nem potencia, mas o contrario’. Mais frequente ainda do que o medo neurótico dos vínculos é, conteúdo, uma vinculação neurótica, o medo de qualquer mudança de objeto” (2000, p.475-476).

            Napoleon Hill disse que o medo de perder o amor de alguém se configura entre os seis principais medos do ser humano, seguido do medo da morte, da doença, da velhice, da pobreza e da critica. Tal medo é projetado pela angustia tendo a rejeição como origem, localizada na infância de cada individuo. Impor castigo na pessoa supostamente amada pode ser uma maneira de aliviar o medo do aniquilamento pela angustia que virá com a repetição da rejeição.

22/04/2013

Escolha: um direito humano intransferível


 
            A escolha é um direito humano, singular, subjetivo, pessoal e intransferível, seja na tomada da decisão ou na superação das consequências. Assim, escolher, apesar dos conselhos e interferência, cada sujeito arcará com as consequências do caminho escolhido. No contexto da escolha, é preciso entender que a inércia, já é uma escolha. Fazer ou não, falar ou não, felicidade ou infelicidade, alegria ou sofrimento, sentir ou ressentir, tudo se configura na escolha.

            Ouvir os outros ajuda na preparação para a escolha, porem é fundamental que os sentimentos pessoais sejam esclarecidos para que o outro não oriente apenas baseado em suas percepções do que é certo. Mesmo porque o certo, no tocante ao sentimento é uma atitude fundamentada na vivencia pessoal. Já é que inconcebível e improvável, saber e mensurar a intensidade do sentimento do outro, tendo apenas o próprio sentimento como referencia.

            A dinâmica do espelho/janela ajuda organizar o olhar intra e interpessoal, base indissociável da escolha, tendo o tempo como orientador: passado – presente – futuro.

            Observar a própria imagem no espelho faculta a analise de possibilidades antes e pós uma escolha. Encarar-se quando a escolha não foi acertada é a melhor forma de admitir a existência de falhas na tomada de decisão e, uma oportunidade para entender que o erro, popularmente chamado de “fracasso”, traz consigo sinalizações importantes para a vida. Que se interpretadas corretamente pode representar uma atitude proativa frente às novas possibilidades que surgirão. Para os atentos o fracasso promove a maturidade nas escolhas. Não adianta culpar-se pela escolha. A culpa reduz a força interior, promove a ansiedade, a angústia e o sentimento de inferioridade. Já que a rejeição presente na psique humana constitui-se numa força de atração.

            O espelho também é um aliado daqueles que já aprenderam que ninguém consegue viver isoladamente e, que vivemos no mundo da dependência, acentuadamente no tocante a materialidade. Em geral não consumidos aquilo que produzimos, mas utilizamos o resultado daquilo que produzimos para adquirir o que consumimos. Assim, fica patente nossa dependência social. Portanto, quando atingimos sucesso em uma escolha, devemos nos lembrar de que outros se envolveram direta e indiretamente, assim, agradecer é uma obrigação. A gratidão é um lubrificante dos sentimentos.

            Observar a janela é olha para o exterior, se o individuo sofre pelo fracasso da escolha, pode encontrar facilmente uma pessoa, coisa ou fato para assumir a responsabilidade da escolha, distanciando a possibilidade de aprendizado com o erro. Culpar os outros é um exercício de fuga da responsabilidade pela escolha e um fortalecimento dos conteúdos de manutenção na zona de conforto. É preciso entender e convencer-se que a participação de outras pessoas na nossa vida, não dá o direito de jogar sobre elas a responsabilidade das falhas nas escolhas pessoais.

            A janela é uma grande oportunidade para percebermos que o resultado obtido a partir em uma escolha, teve a participação de outras pessoas, contribuído direta ou indiretamente, às vezes, apenas pelo simples fato de existirem. Isso é tipo do viés da afetividade, quando apenas o existir é o que basta para suprir uma falta, que não se caracteriza, simplesmente deixou um vazio. A pior solidão não é a que o indivíduo sente quando está sozinho, mas a que sente, mesmo na companhia de outras pessoas. "O Silêncio, é o grito mais alto." Schopenhauer.

            Entender que a escolha é a locomotiva que puxa e empurra a vida humana, desta forma não há nada mais inteligente do que praticar o que diferencia o ser humano dos outros animais. A capacidade de pensar logicamente e a habilidade de negociar. Assim fazendo, os resultados na vida de cada pessoa passam a ser cada vez mais previsíveis e o sofrimento minimizado, impermeabilizando a fonte das doenças: incapacidade de pensar no que pensa, de sentir o que sente e aceitar o que deseja, certo de que muitos desejos devem ser reprimidos, pois  estão apenas a serviço de estímulos infantis.

“Entre o estimulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está nossa liberdade e a capacidade de escolher nossa resposta. Nessas escolhas estão nosso crescimento e nossa felicidade”.       Stephen R. Covey.

 
Lauro Milhomem Coutinho – Psicanalista e Professor