29/07/2013

A origem do didator


Análise da personalidade de Hitler numa perspectiva psicanalítica

 O presente texto é um breve relato da biografia de Adolf Hitler e, tem como objetivo chamar a atenção dos países atuais e futuros para a responsabilidade de conceber e educar filhos. Devemos saber que criar um filho não é apenas um projeto de continuidade familiar, mas, sobretudo uma contribuição para as pretensões evolutivas da sociedade constituída pelos seres humanos e, que a inclusão de um novo membro, independente de onde venha pode afetar a humanidade por várias gerações. O ato de conceber e criar um filho devem ser encarados sob a ótica da espiritualidade de onde flui o amor, só assim, é possível permitir brotar de cada individuo envolvido, princípios, conceitos e atitudes suficientes para promover relações dignas da condição humana.

Hitler nascido em uma hospedaria de Braunau, na Austrália em 1889, filho de Alois, um aduaneiro de longos bigodes grisalhos e olhos indagadores, que caracterizavam seu aspecto severo, homem com mais de 30 anos de serviço nos ombros, já passava dos 50 anos de idade e de Klara Pölzl, mulher esbelta, cabelos loiros e olhos claros, de origem camponesa de 28 anos de idade por ocasião do nascimento de Hitler. No entanto, já havia perdido dois filhos, Gustav e Ida, falecidos em tenra idade, antes do nascimento de Hitler.

Relatos classificam Lois como um tirano que dirigia sua família, tão autoritário, como agia no escritório alfandegário, conhecido como “um decidido campeão da lei e da ordem”.

Os pais de Hitler, ambos de uma cidade chamada Waldviertel, região pobre, predominantemente agrícola; povoada de habitantes de costumes atrasados, frequentemente portadores de taras, causadas pelo alcoolismo e pelos repetidos casamentos consanguíneos. Lois e Klara são primos de primeiro grau e, para se casarem, no início de 1885, tiveram que pedir a licença do bispo.

O casamento com Klara é o terceiro para Lois, que sempre teve uma vida inquieta e aventureira. Na infância, Lois, conheceu apenas sua mãe, empregada doméstica, que o concebeu com mais de 40 anos de idade. Casou-se mais tarde e foi abandonada pelo esposo que preferiu continuar na vida de moleiro ambulante. Assim, Lois cresceu com o tio, perdendo a mãe aos 10 anos de idade.

Lois casa-se pela segunda vez, 30 dias depois da morte da primeira esposa e o terceiro casamento, com Klara, seis meses após a morte da segunda esposa.

            Segundo Fromm (1987), Klara a mãe de Hitler, parece ter sido uma pessoa ajustada e simpática. Trabalhara com empregada domestica na casa de Alois, seu tio e futuro marido. Ela tornou-se amante dele e engravidou do tio, casando-se com ele depois da morte de sua esposa.

Hitler aparentemente teve uma infância normal e tranquila, exceto pela agitação das várias mudanças que a família teve de fazer, seja por exigência do serviço ou inquietude.

Sob a vigilância constante do pai, o menino foi um bom estudante nos primeiros anos de curso, mas quando chegou aos 12 anos, a pressão paterna foi inútil para mantê-lo junto aos livros. Depois da morte do pai, ele permaneceu na escola por apenas mais dois anos.

Hitler frequentou por dois anos o convento beneditino, tendo se exibido entre os pequenos coristas.

Para satisfazer o desejo do pai, o filho entra na Realschule, escola secundária, o primeiro passo da carreira de oberoffizial, oficial da alfândega imperial austríaca: um boné de veludo com filete de ouro. Seu primeiro ano na Realschule é quase um desastre; no ano seguinte o rapaz repete o mesmo na Staatsalschule de Steyr. O pai o repreende duramente por não se aplicar nos estudos como deveria, Hitler replica, dizendo desejar ser artista, pintor e, nunca aduaneiro.

Hitler cresceu como um garoto independente mais muito solitário. Em suas brincadeiras infantis preferia brinquedos de miniaturas de equipamentos militar e sempre se colocava no papel de líder. Lia compulsivamente livros sobre aventuras e histórias militar. Ele escreveu que: “eu parecia viver as gigantescas batalhas no mais intimo do meu ser” (WEPMAN, 1987, p. 17). Um professor relatou que Hitler era um aluno teimoso, arrogante, preguiçoso e reagia com indisfarçável hostilidade ao conselho ou à punição.

Fromm (1987) buscando afirmar o caráter necrofilo de Hitler, diz que o “Sádico exigiria a rendição; só o necrofilo exige a aniquilação”. Afirma que Hitler apresentava três outros traças de caráter intimamente relacionados uns com os outros, eram: o narcisismo, a sua atitude ensimesmada e a sua falta de sentimento de amor, de calor humano ou de compaixão.

Em relação às causas da origem necrofila e demais patologia apresentadas por Hitler, Fromm (1987) destaca que o quadro de mãe responsável e amorosa exercido por Klara, levanta algumas questões sérias, tendo-se em vista a hipótese de a infância de Hitler ter sido quase autista e o seu “incesto maligno”, possa ter influenciado sua psique. Diante desta via, Fromm descreve algumas possibilidades: (1) que Hitler era constitucionalmente tão frio e reservado que a sua orientação quase autística existia, a despeito de uma mãe cálida e amorosa. (2) é possível que o seu superapego ao filho, tivesse sido sentido por ele, já tímido, como forte intrusão a que reagiu com uma reserva ainda mais drástica.

Os relatos mostram que para Klara, o filho era a menina de seus olhos, ela o mimava, nunca repreendia, admirava-o. Ele não podia fazer nada de errado. Toda a sua atenção e a sua afeição concentravam-se nele. Sua atitude, provavelmente, configurou o narcisismo de Hitler, assim como sua passividade. Ele era maravilhoso, sem precisar despender qualquer esforço, uma vez que a mãe o admirava de qualquer jeito. Não tinha de ser esforçar-se porque ele cuidava de satisfazer todos os seus desejos. Ele por sua vez, dominava-a e se enfurecia quando se sentia frustrado, Relata Fromm (1987).

Ao que parece Hitler, não via sua mãe como uma pessoa a quem ele se mostrasse amoroso e ternamente ligado. Ela parecia mais um símbolo das deusas protetoras e admiradoras, mas também das deusas da morte e do caos. Ao mesmo tempo, era um objeto para o seu controle sádico, ocasionando uma grande fúria nele quando ela não se mostrava plenamente prestativa.

Com a morte do pai, Hitler mudou-se para Linz, onde viveu os anos mais intensos e difíceis de sua puberdade, a perda do pai não pareceu ter efeito sobre ele. Se fosse verdade, como o próprio Hitler mais tarde escreveu, que o seu fracasso na escola originou-se do conflito ocorrido com seu pai, uma vez morto o brutal tirano e rival, a hora da libertação teria soado.

À época contava com apenas um amigo, com quem passa todas as horas livre em devaneios sobre artes, história e amor. Apaixona-se, mas não consegue trocar uma palavra se quer, com a jovem, objeto da paixão. Aos 16 anos é acometido pela tuberculose, que requer meses de cura e mudança de clima. É o fim dos estudos. Entre 16 e 19 anos, ele vive na completa liberdade: tardes de espera por um único olhar da amada; leituras disparadas; noites no Teatro da Ópera. Longas estadas em Viena, que nesta época desempenhava grande papel na história da musica e do teatro.

A mãe esgotou suas economias para satisfazer a paixão do filho, mesmo assim, Hitler é reprovado no exame de admissão para a Academia de Belas-Artes de Viena, seus testes foram considerados “insatisfatórios”, criticados pela deficiência de figuras humanas em seus desenhos e, as poucas que constavam não eram retratadas nas proporções corretas. Repetindo a reprovação no ano seguinte, foi aconselhado a tentar o curso de arquitetura, porém sua inscrição não foi aceita pela falta do diploma da Realschule. Neste ínterim sua mãe morre. O jovem agora precisa ganhar seu próprio pão. Hitler não consegue superar o golpe sofrido no gabinete do diretor naquele dia de outono. Sua desclassificação deu origem a um profundo ressentimento.

Na época, Viena era uma metrópole com aproximadamente dois milhões de habitantes. Capital do império e centro industrial entre os maiores da Europa, a cidade estava vivendo os últimos anos da sua “doce vida”: valsas e óperas, café, concertos e passeios às margens do “belo Danúbio azul”. Mas, atrás dessa brilhante fachada escondia-se uma triste realidade: um milhão de pequenos empregados e operários vivendo de simples subsistência; e mais a massa dos deserdados, vagabundos e delinqüentes de todas as raças. É nesse ambiente que Hitler passa sua vida entre 20 e 24 anos de idade. Sua única renda fixa até os 21 anos de idade era a pensão de 25 coroas, que recebia como órfão. Equivalente à metade do pagamento de um servente de pedreiro na época. Para completar suas despesas de sobrevivência, trabalhava removendo neve, carregando malas na estação, pintando pequenos quadros e de servente de pedreiro. Passou a dormir em dormitório público e em um convento de frades. Não bebia nem fumava, mas qualquer sobra de dinheiro usava para comer doces recheados com creme.

Sujeito de poucos amigos, entre eles, um judeu que lhe presenteou com um sobretudo. Conseguiu um sócio, que vendia os quadros que pintava, até o dia que o sócio sumiu com um quadro e Hitler o denunciou.

Entre um trabalho e outro, não lhe falta tempo livre, que passa lendo, principalmente tudo que pudesse satisfazer sua sede de informação imediata, de conhecimento, basicamente sobre conflitos sociais e política.

Construiu com a convivência e as leituras, aquela que seria sua base de todas as suas experiências insanas. Sua visão do mundo focalizada em ideias e impressões recheadas de intolerância, relacionadas com: 1) a natureza irremediavelmente cruel do homem; 2) a conspiração maléfica e universal dos judeus; 3) a superioridade da raça ariana e seu direito de dominar o mundo; 4) a profunda antipatia pelas instituições democráticas e parlamentares; 5) o ódio impiedoso pela social-democracia e pelo marxismo. Idéias comuns à época e, Hitler se agarra a elas com muita determinação e as defende com entusiasmo incomparável, que surpreende e atemoriza os seus próprios companheiros.

Hitler foi preso pelas autoridades austríacas como desertor do serviço militar. Conseguiu sair da enrascada. Encaminhado para Salzburgo, onde o médico do Exército considerou-o inapto para o serviço militar, justificando que ele era incapaz de carregar armas. Depois desse episódio e sem uma palavra se quer para a família, Hitler mudou-se para Munique, onde deu continuidade a sua leitura de jornais, apregoando a quem o escutasse, suas crenças políticas e o desejo de entrar em uma escola de arte. No entanto, não fazia nenhum esforço para atingir tal objetivo.

Enquanto a vida de Hitler não demonstrava a menor possibilidade de melhora, o mundo a sua volta parecia em movimento de desintegração. A guerra deu a Hitler à possibilidade de fugir de sua vida monótona de pobreza e humilhações, dando-lhe entusiasmo para se envolver ativamente em alguma coisa. Como em tempo de guerra, os registros médicos, não eram rigorosamente conferidos e os exames físicos quase fortuitos, ele foi aceito sem restrições e, em uma semana era o soldado Hitler.

Dez anos mais tarde, Hitler escreve em seu livro, que a noticia da guerra tomou o de grande emoção, escrevendo. “Tomado de um entusiasmo arrebatador, caí de joelhos e agradeci aos Céus, com o coração transbordando, por ter-me concedido à fortuna de poder viver nesse tempo”. (WEPMAN, 1987, p. 17). Comentou certa vez, que ainda garotinho, havia sonhado com a guerra e, que seu sonho de infância tinha tornado se realidade. Um membro do regimento relatou que ao receber o fuzil, Hitler olhou a arma, com o mesmo semblante de prazer, que uma mulher olha para uma jóia, que acaba de ganhar.

Frases que demonstram o sentimento, a vida e a história do ditador. “A luta é a mãe de todas as coisas... Não é com princípios humanitários que o homem vive... Mas unicamente por meio da luta mais brutal”. Adolf Hitler.

A presente síntese sobre aspectos bibliográficos da vida de Hitler, não objetiva recriminar ou defendê-lo das atrocidades que cometeu, nem tão pouco estabelecer uma premissa imutável, que cada indivíduo adulto, agirá único e exclusivamente sob as influencias de traumas, decorrentes de maus tratos ou coisa parecida, sofridos na infância ou mesmo estabelecer como certeza inconteste ou via sem desvio, que as vivencias da infância do indivíduo, serão repassadas a outras pessoas, como forma de alivio de seu sofrimento.

No entanto, tomando como base os conceitos psicanalíticos, deixados por Freud, todo conteúdo inconsciente, independente de quando foi recalcado ou reprimido, permanecerá inconsciente, até encontrar a oportunidade para tornar-se consciente, Nesse entremeio, permanece produzindo ações e reações, às vezes, antagônicas ao aspecto consciente e comportamento adotado ou desejado pelo indivíduo.

Tudo que é inconsciente poderá um dia tornar-se consciente. No entanto, o resultado necessariamente é a repetição do ocorrido, porém o indivíduo se quer sabe precisar o que realmente lhe aconteceu e, se aconteceu no real ou apenas imaginariamente.

A necessidade de tornar consciente conteúdo inconsciente, seja recalcados ou reprimidos é próprio da condição humana, como consta na Bíblia: “Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz”. Lucas 8:17.


Lauro Milhomem Coutinho
    Psicanalista/Consultor

18/07/2013

Regra de Ouro

Napoleon Hill criou a regra de ouro, convicto de que se ela for aplicada coerentemente transforma positivamente os relacionamentos para uma convivência humana mais afetiva.


Regra de Ouro: "O que fazemos ao outro ou pelo outro fazemos a nós ou por nós".

03/07/2013

Iniciativa e liderança


Principais atributos da iniciativa e liderança, estabelecido por Napoleon Hill.

1.    Saber exatamente o que quer.

2.    Elaborar plano prático para a realização do que deseja.

3.    Cercar-se de pessoas com experiência e conhecimento essenciais à realização do objetivo definido.

4.    Ter suficiente autoconfiança e acreditar no objetivo, a ponto de imaginá-lo realizado, antes mesmo de coloca-lo em prática.

5.    Não desanimar, antes os obstáculos que surgirem. Se o plano falar, substitua-o por outro, até encontrar um o certo.

6.    Não tentar adivinhar. Planejar sempre com base em evidencias e fatos.

7.    Resistir a influencia de terceiros, com sugestões para sentido de desistir do plano ou do objetivo.

8.    Não estabelecer horário fixo de trabalho. O líder deve dedicar-se à tarefa que tem diante de si, trabalhando pelo tempo que fora necessário ao alcance do sucesso.

9.    Concentrar-se em uma tarefa por vez. Assim, não desperdiçará recursos, raciocino nem energia e manterá a eficiência.

10. Delegar, sempre que possível, a responsabilidade por detalhes, estabelecendo um sistema para verificar se tais detalhes estão sendo efetivamente executados. Mas a responsabilidade pela execução do plano continua sendo do líder. Tendo em mente que as falhas dos liderados, constituem-se em uma falha do líder.

 

Napolen Hill, destaca que a persistência é a base do sucesso de lideres bem sucedidos. Aqueles que se deixam abater pelos primeiros sinais de oposição ou dificuldade ao seu plano, jamais serão grandes lideres.

O líder eficiente não permite que detalhes roube seu precioso tempo de ação rumo ao objetivo definido.

O gestor que se promove por controlar pessoalmente todos os detalhes de seus negócios enquadra-se em uma das seguintes situações: não é um líder capaz ou está à frente de uma microempresa.

O líder bem sucedido nem sempre é o que parece mais ocupado, mas o que se organiza para gerir com eficiência e manter os liderados ocupados. Aquele que faz as coisas acontecerem é mais valioso a uma empresa do que aquele que executa.

O líder eficiente possuir uma personalidade agradável é otimista e sabe contagiar os outros com seu entusiasmo. Tem agudo senso de justiça, colocado em prática na convivência com os liderados. Assumindo total responsabilidade pelos atos de seus liderados.

“Das etapas essenciais ao desenvolvimento da iniciativa e da liderança, a primeira é a criação do hábito de tomar decisões com rapidez e firmeza”.

A autoconfiança é fator primordial ao sucesso na liderança. Fundamental, já que é uma tendência natural do ser humano o desejo de seguir indivíduos autoconfiantes. “ninguém segue espontaneamente uma pessoa indecisa”.

 
Napoleon Hill. Quem vende enriquece. São Paulo: Editora Fundamentos Educacional, 2012.

11/05/2013

Ciúme


A falta de autoestima dá origem a reações comportamentais anormais ao que se espera de um ser efetivamente humano. O ciúme, comportamento comum nas relações humanas, chega a ser visto como uma forma de zelo pelo objeto amado. Mas que em muitos casos produz reações extremas e consequencias inimagináveis. Normalmente o ciumento acha que o outro é que é fraco e se deixa dominar por um terceiro sedutor. Incapaz que é o ciumento de perceber que na maioria das vezes é ele próprio que ajuda a promover as oportunidades para exercer sua ação de suposta proteção.

Assim o ciúme visto por Otto Fenichel é: “Incapacidade de amar baseada em ambivalência profunda também se vê naqueles tipos cujas relações objetais são governadas pelo ciúme. Pode o ciúme ocasional corresponder à intensidade dos sentimentos amorosos, mas aqueles tipos nos quais o ciúme é característica onipresente são, justamente, aqueles que não podem desenvolver amor autêntico porque todas as suas relações se mesclam a uma necessidade narcísica. Mais do que, certamente, o ciúme não assume intensidade máxima nos casos em que, até então, hajam sido máximos o amor e a gratificação; aqueles que são predispostos ao ciúme são, pelo contrário, os que estão sempre e com presteza mudando os seus objetos; que têm ciúme até de objetos pelos quais não tinha interesse especial até que uma circunstância estranha lhes desperte o ciúme. Fosse o ciúme simples reação dolorosa a uma frustração, esperar-se-ia que fosse rejeitado tanto quanto possível; na realidade, o ciúme costuma apresentar a característica oposta: inclinação a importunar e a se tornar obsessivo, o que mostra que a adesão às ideias inconscientes de ciúme serve à repressão de coisa diferente.

A mistura de depressão, agressividade e inveja com que o ciumento reage à perda do amor revela intolerância especial a esta. E o medo da perda de amor é mais intenso nas personalidades para as quais ela significa diminuição da autoestima. Até o apego aos bens materiais pode preencher, no tocante à autoestima, a mesma função que outras provisões externas; daí compreendermos que por esta forma acresça a probabilidade de que o ciúme se desenvolva como meio de lutar pela obtenção de autoestima.

O caráter obsessivo do ciúme deve-se, em primeiro lugar, ao fato de que a situação atual, que despertou o ciúme, recorda à pessoa uma situação semelhante anterior, que terá sido reprimida. O fato de uma humilhação passada. Todavia, a frustração inerente ao complexo de Édipo, base, certamente, de todo ciúme, toda a gente a terá experimentado, ate aqueles que não são propensos ao ciúme posteriormente. Neste particular, foi Freud que indicou a explicação pela ideia que teve do ciúme paranoico. Na paranoia, o ciúme serve à rejeição, por projeção, de dois tipos de impulsos: impulsos à infidelidade e impulsos ao homossexualismo. Tanto um quanto outro tipo de impulsos desempenha também papel, certamente, no ciúme normal. O ciúme desenvolve-se sempre que uma necessidade de reprimir impulsos à infidelidade e ao homossexualismo coincide com a característica intolerância à perda de amor. Diz Jones: ‘A infidelidade marital tem, como maior frequência do que se crê, origem neurótica; não revela liberdade, nem potencia, mas o contrario’. Mais frequente ainda do que o medo neurótico dos vínculos é, conteúdo, uma vinculação neurótica, o medo de qualquer mudança de objeto” (2000, p.475-476).

            Napoleon Hill disse que o medo de perder o amor de alguém se configura entre os seis principais medos do ser humano, seguido do medo da morte, da doença, da velhice, da pobreza e da critica. Tal medo é projetado pela angustia tendo a rejeição como origem, localizada na infância de cada individuo. Impor castigo na pessoa supostamente amada pode ser uma maneira de aliviar o medo do aniquilamento pela angustia que virá com a repetição da rejeição.

22/04/2013

Escolha: um direito humano intransferível


 
            A escolha é um direito humano, singular, subjetivo, pessoal e intransferível, seja na tomada da decisão ou na superação das consequências. Assim, escolher, apesar dos conselhos e interferência, cada sujeito arcará com as consequências do caminho escolhido. No contexto da escolha, é preciso entender que a inércia, já é uma escolha. Fazer ou não, falar ou não, felicidade ou infelicidade, alegria ou sofrimento, sentir ou ressentir, tudo se configura na escolha.

            Ouvir os outros ajuda na preparação para a escolha, porem é fundamental que os sentimentos pessoais sejam esclarecidos para que o outro não oriente apenas baseado em suas percepções do que é certo. Mesmo porque o certo, no tocante ao sentimento é uma atitude fundamentada na vivencia pessoal. Já é que inconcebível e improvável, saber e mensurar a intensidade do sentimento do outro, tendo apenas o próprio sentimento como referencia.

            A dinâmica do espelho/janela ajuda organizar o olhar intra e interpessoal, base indissociável da escolha, tendo o tempo como orientador: passado – presente – futuro.

            Observar a própria imagem no espelho faculta a analise de possibilidades antes e pós uma escolha. Encarar-se quando a escolha não foi acertada é a melhor forma de admitir a existência de falhas na tomada de decisão e, uma oportunidade para entender que o erro, popularmente chamado de “fracasso”, traz consigo sinalizações importantes para a vida. Que se interpretadas corretamente pode representar uma atitude proativa frente às novas possibilidades que surgirão. Para os atentos o fracasso promove a maturidade nas escolhas. Não adianta culpar-se pela escolha. A culpa reduz a força interior, promove a ansiedade, a angústia e o sentimento de inferioridade. Já que a rejeição presente na psique humana constitui-se numa força de atração.

            O espelho também é um aliado daqueles que já aprenderam que ninguém consegue viver isoladamente e, que vivemos no mundo da dependência, acentuadamente no tocante a materialidade. Em geral não consumidos aquilo que produzimos, mas utilizamos o resultado daquilo que produzimos para adquirir o que consumimos. Assim, fica patente nossa dependência social. Portanto, quando atingimos sucesso em uma escolha, devemos nos lembrar de que outros se envolveram direta e indiretamente, assim, agradecer é uma obrigação. A gratidão é um lubrificante dos sentimentos.

            Observar a janela é olha para o exterior, se o individuo sofre pelo fracasso da escolha, pode encontrar facilmente uma pessoa, coisa ou fato para assumir a responsabilidade da escolha, distanciando a possibilidade de aprendizado com o erro. Culpar os outros é um exercício de fuga da responsabilidade pela escolha e um fortalecimento dos conteúdos de manutenção na zona de conforto. É preciso entender e convencer-se que a participação de outras pessoas na nossa vida, não dá o direito de jogar sobre elas a responsabilidade das falhas nas escolhas pessoais.

            A janela é uma grande oportunidade para percebermos que o resultado obtido a partir em uma escolha, teve a participação de outras pessoas, contribuído direta ou indiretamente, às vezes, apenas pelo simples fato de existirem. Isso é tipo do viés da afetividade, quando apenas o existir é o que basta para suprir uma falta, que não se caracteriza, simplesmente deixou um vazio. A pior solidão não é a que o indivíduo sente quando está sozinho, mas a que sente, mesmo na companhia de outras pessoas. "O Silêncio, é o grito mais alto." Schopenhauer.

            Entender que a escolha é a locomotiva que puxa e empurra a vida humana, desta forma não há nada mais inteligente do que praticar o que diferencia o ser humano dos outros animais. A capacidade de pensar logicamente e a habilidade de negociar. Assim fazendo, os resultados na vida de cada pessoa passam a ser cada vez mais previsíveis e o sofrimento minimizado, impermeabilizando a fonte das doenças: incapacidade de pensar no que pensa, de sentir o que sente e aceitar o que deseja, certo de que muitos desejos devem ser reprimidos, pois  estão apenas a serviço de estímulos infantis.

“Entre o estimulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está nossa liberdade e a capacidade de escolher nossa resposta. Nessas escolhas estão nosso crescimento e nossa felicidade”.       Stephen R. Covey.

 
Lauro Milhomem Coutinho – Psicanalista e Professor

21/04/2013

Homens de negócio - segundo John Paul Getty


 
            John Paul Getty, com sua imensa fortuna, viveu durante muito tempo no anonimato, até que, em 1957, a revista Fortune publicou um artigo exibindo as dez maiores fortunas nos Estados Unidos. O nome de John Paul Getty figurava no topo da lista. Os encarregaram-se do assunto e logo Getty estava na boca de todos. Apelidaram-no de “o homem mais rico do mundo”!

            Ele fazia parte desses seres especiais, indivíduos excepcionais, incapazes de calcular sua fortuna pessoal.

            Getty revelou seu gênio para os negócios. Ele disse que os homens podem ser divididos em categorias:

Divido os homens em quatro categorias.

            Num grupo estão os que trabalham melhor quando trabalham para si mesmos e dirigem sua própria empresa. Tais homens não desejam trabalhar para ninguém. Desejam ser totalmente independentes.

            Em seguida, há os homens que, por inúmeras razoes, não desejam se atirar em negócios por sua conta, mas que obtém os melhores e maiores resultados quando trabalham para terceiros e participam do lucro da empresa.

            A terceira categoria congrega as pessoas que só desejam ser empregados assalariados, são reticentes em assumir riscos e que trabalham melhor quando o fazem para os outros e se beneficiam com a segurança de um salário.

            Finalmente, há aqueles que trabalham para os outros e não são motivados por qualquer necessidade nem desejo de realizar um projeto. Eles se contentam apenas com o que têm e não querem tentar, de modo algum, qualquer coisa que possa pôr em perigo sua segurança.

            “Há uma maneira de pensar que leva um indivíduo a ir adiantes dos outros na estrada do sucesso. Em resumo, a mentalidade de milionário está sempre à frente de tudo, consciente dos custos e orientada para a realização de lucros. É possível encontrá-la entre as pessoas do primeiro grupo. Raramente está entre as do terceiro e é totalmente inexistente entre as do quarto”.

            “Compete a você decidir em que categoria quer estar! O seu destino está apenas em suas mãos, e diga a si próprio que o homem, ao contrario das outras espécies, possui um imenso privilégio: o de ESCOLHER!”

            John Paul Getty morreu em Sutton Place, sua residência na Inglaterra, em 6 de junho de 1976. Estava com 83 anos e deixou a seus herdeiros (numerosos) o problema espinhoso de administrar uma herança avaliada em mais de 4 bilhões!

 

Poissant, Charles-Albert. Meu Primeiro Milhão. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997.

03/04/2013

Um tempo para cada coisa


 
3.1 Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu:

·        Tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para plantar e tempo de arrancar o que se plantou.

·        Tempo de matar e tempo de curar; tempo de demolir e tempo de construir.

·        Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de gemer e tempo de dançar.

·        Tempo de atirar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de apartar-se.

·        Tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora.

·        Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar.

·        Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

Eclesiastes 2.3

O controle da ansiedade e a superação da angustia e das consequencias a elas inerentes, pode está no simples ato de voltar para si e perguntar sem reservas:

A que tempo de minha vida estou?

E para qual tempo de minha vida estou indo?

 

Ao parece o tempo é uma constante invariável e se quisermos quantificar, o tempo é um recurso que não pode ser reaproveitado, ou seja, o tempo negligenciado aos afazeres de ontem não pode ser aproveitado hoje.

Se deixarmos algo para trás teremos que sacrificar o tempo destinado a uma atividade do presente.

Assim, se negligenciarmos o tempo de amar hoje; amanhã teremos que gastar o tempo de amar, para aparar as arestas deixadas pelo esquecimento de quem amamos.

Com isso o déficit da afetividade aumenta diariamente, mas fixados na possibilidade de termos o tempo de volta, fazemos planos de recuperar tudo no próximo final de semana, como não será possível, fazemos planos mais audaciosos e, propomos recuperar tudo nas férias. Assim de plano em plano, vamos iludindo a nós mesmos e a todos aqueles com quem dividimos nosso tempo de vida humana. Divisão que na grande maioria não parece justa, vez que ninguém parece tirar proveito daquilo que o ser humano mais almeja, o afeto.

O encontro de tempo: passado, presente e futuro, não parece algo provável em nossas vidas.

29/03/2013

Sucesso: planejar é o primeiro passo


 
O que mais assombra os executivos atualmente? Se você respondeu que é perder o emprego está absolutamente certo. E isso não acontece apenas no Brasil. Segundo pesquisas realizadas pelo renomado psicólogo francês Dominique Clavier, em mais de 17 países, o que a população mais teme é perder o emprego – 72% das respostas. Diante dessa situação, você deve estar se perguntando: Então, o que vou fazer para ter sucesso vivendo a ameaça constante da demissão? Calma... Primeiro é necessário analisar a questão por etapas. Se deseja mudar de vida, correr atrás do sucesso, o momento é este, pelo menos por aqui.

O mercado de trabalho está otimista. Tudo indica que a economia brasileira vai continuar crescendo este ano. Ótimo. Isso significa que você terá grandes perspectivas de carreira. E para manter a empregabilidade em alta num mercado competitivo – onde o rápido vence o lento – é preciso tirar da cartola uma boa estratégia. É isso mesmo! Um bom planejamento com objetivos claros e com data marcada pode ser o diferencial para chegar lá.

Estudo realizado em 302 grandes empresas, envolvendo 120.000 pessoas, separou os profissionais que alcançaram o sucesso dos que estavam com a carreira estacionada. E, pasmem, 100% dos profissionais com êxito na carreira tinham um projeto pessoal e um plano de ação estruturados. Constatou-se também um forte traço de personalidade nessas pessoas: o empreendedorismo. Na outra ponta, 85% dos que estavam com a carreira estacionada mostravam-se apáticos e desinteressados, como se estivessem em um barco à deriva, entregando os rumos da vida profissional à própria sorte.

Você já deve ter percebido que estruturar um projeto profissional é o passo mais importante para ter sucesso. O conceito de sucesso varia de pessoa para pessoa. O principal é definir o que ele significa para você: dinheiro, reconhecimento, fama, família. A partir daí, terá condições de organizar seu projeto e traçar o plano de ação que irá mantê-lo com foco no objetivo.

 Os pontos de um plano eficiente podem ser estruturados da seguinte forma...

1 –     O profissional tem que se conhecer muito bem – saber quais são seus pontos fortes e fracos é fundamental para que se determine como eles serão trabalhados.

2 –     Cuidar da auto-imagem e da imagem que transmite para os outros – não deprecie suas qualidades: muitas vezes, você não se vê como os outros o vêem.

3 –     Definir o que é sucesso – qual o propósito da sua vida? Você quer dinheiro? Reconhecimento? Fama? O que realmente é mais importante para você?

4 –     Traçar os objetivos a serem alcançados – procure ter objetivos a curto, médio e longo prazos. Trabalhe sempre com objetivos realistas para evitar frustrações. Esteja certo de que é humanamente possível realizá-los.

5 –     Ter dinamismo – é essencial para que alcance seus objetivos. Não desanime diante da primeira dificuldade, nem da segunda, nem da terceira... Se for preciso, esteja disposto a reavaliar seus conceitos.

6 –     Construir uma rede de contatos sabendo aonde quer chegar – isso não significa colecionar cartões de visita. O que conta realmente é o relacionamento que você mantém com as pessoas dentro e fora das empresas e como essas pessoas poderão ajudá-lo.

7 –     Avaliar os custos – fazer o orçamento é imprescindível. Você deve levar em consideração quanto tempo e dinheiro serão necessários para o êxito de seu plano e quanto você está realmente disposto a empregar na realização de seus objetivos.

8 –     Saber se comunicar – o importante não é o que se comunica e sim como se comunica. A comunicação esbarra na análise subjetiva do interlocutor. Seja objetivo ao apresentar alternativas e soluções.

9 –     Garantir que agrega valor à empresa – o que você pode realmente fazer para melhorar a empresa? Como seu trabalho é importante para a empresa naquele momento?

10 –  Superar as dificuldades – não caia na armadilha de se considerar velho demais, ou novo demais; ter pouca formação ou muita formação etc.

 Fonte
GUIMARÃES, Gilberto. Sucesso: planejar é o primeiro passo. empregos.com.br, 2001. Disponível em:  http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/mid/artigos/230201-sucesso_planejar.shtm. Acesso em: 10 fev. 2005.

06/03/2013

Maioria compra por impulso


 
            O ato de fazer compras por impulso é um “mal” que acomete 85% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC São Paulo).

            De acordo com o estudo que ouviu 646 consumidores, ansiedade e insatisfação com a própria aparência são os principais motivos que levam os brasileiros a fazerem compras sem planejamento.

            De quatro em cada dez entrevistados (43%) admitem fazer compras por impulso em momentos de ansiedade, tristeza ou angustia. Em nota, o SPC avalia que esse tipo de consumo descontrolado serve como uma espécie de recompensa emocional para esses consumidores.

            Entre os que fazem compras movidas por impulsos emocionais, a ansiedade por um evento que se aproxima (festas, jantares e viagens) é o motivo mais decisivo entre consumidores de classes A e B. Por outro lado, a baixa autoestima (insatisfação com a própria aparência) é a razão mais citada entre consumidores das classes C e D.

            “Na busca pelo prazer imediato ou para exibir um estilo de vida que não condiz com a própria renda, o comprador se alivia momentaneamente, sem se importar com o futuro do próprio bolso”, diz a economista o SPC Brasil Ana Paula Bastos, em nota. (Folhapress).

            Fonte: O popular, Goiânia, 3/3/2013, conjuntura, pagina 17.

02/03/2013

Milho bom


Esta é a história de um fazendeiro que venceu o prêmio “milho-crescido”.

Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio. Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivava o milho. Descobriu que o fazendeiro compartilhava a sua semente de milho com seus vizinhos.

“Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos, quando eles estão competindo com o seu a cada ano?”, perguntou o repórter.

“Por quê?” Replicou o fazendeiro, “Você não sabe? O vento apanha pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivarem milho bom”.

Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore.

Autor desconhecido

 

Para refletir:

 

O mesmo pode acontecer em outras dimensões da vida.

Quem busca a paz em seu lar deve desejar e proporcionar o mesmo para seus vizinhos.

Quem quer viver bem deve proporcionar condições favoráveis para que os outros também vivam bem.

Quem quer viver feliz deve proporcionar momentos felizes aos outros.

O sucesso da colheita está nas condições em que se deu o semear. Assim, cada um colhe aquilo que plantou.

Cabe a cada pessoa escolher a semente, plantá-la, regá-la continuamente, protegê-la eliminando as ervas daninhas que ameaçam sufocá-la, colher os frutos no tempo certo e compartilhar com os semelhantes, repassando as sobras.

20/02/2013

As seis perfeições - a bussola da liderança


As seis perfeições são essenciais na prática da liderança, seja no lar, na empresa ou em qualquer atividade humana.

Generosidade
O líder que quer ficar com todos os méritos destrói a motivação das outras pessoas. Um dirigente deve ser muito generoso no reconhecimento dos méritos a quem de direito. A maioria dos lideres de organizações bem-sucedidas compõe-se, de fato, de pessoas modestas, que atribuem os bons resultados a suas equipes.

Disciplina ética
“A melhor maneira de um dirigente governar seu país é, em primeiro lugar, governar a si mesmo”.
Não é errado enriquecer se a riqueza for conquistada honestamente e sem prejudicar outras pessoas ou o meio ambiente, mas não é aceitável que o dirigente de uma empresa torne-se riquíssimo enquanto a própria companhia desmorona, fazendo os acionistas perderem suas economias e os trabalhadores, seus empregos.
 
Paciência
A paciência deve ser cultivada. É a única maneira de estarmos preparados para quando surgirem situações provocadoras, como a hostilidade, a crítica ou a decepção.

Esforço entusiasmado
O nível de entusiasmo depende da convicção pessoal, da importância dos objetivos que se deseja atingir e da motivação para chegar lá.
 
Concentração
Capacidade de concentrar toda a energia mental numa única questão. O líder ou pessoa incapaz de se concentrar não consegue focar sua mente, o que é essencial para aprimorar a qualidade de suas decisões.

Sabedoria
Consiste, essencialmente, em possuir a visão correta – a capacidade de enxergar as coisas como realmente são e de reconhecer que nada é permanente. Decidir o que tem de ser feito hoje para salvaguardar o futuro a longo prazo requer a visão e a conduta corretas.

 
Liderança para um mundo Melhor. Dalai-Lama e Laurens van den Muyzenberg

17/02/2013

O uso correto da riqueza


Com base na “lista de verificação” usada por Buda, veja se você faz uso correto das riquezas adquiridas. A melhor resposta é indicada entre parênteses, no final da questão:

 
  • Você adquiriu sua riqueza legalmente? (Sim).
  • Sua riqueza tem proporcionado felicidade apenas a você? (Não).
  • Sua riqueza também tem proporcionado felicidade a outras pessoas? (Sim).
  • Você tem compartilhado sua riqueza com outros? (Sim)
  • Você tem praticado boas ações com sua riqueza? (Sim)
    • Uma “boa ação” implica tornar outras pessoas felizes ou diminuir seu sofrimento.
  • Você é apegado a sua riqueza e apaixonado por ela? (Não, não sou)
    • “Apegado” significa que a pessoa torna-se avarenta e mesquinha. “Apaixonada” quer dizer que, por ser rica, ela se julga muito importante, acha que merece ser respeitada e acredita saber a resposta certa para todas as perguntas.
  • Você está atento aos perigos da riqueza? (Sim, estou)
    • “Atento” é um conceito importante no budismo. Significa que a pessoa está ciente do que acontece em sua mente. Reconhece quando a mente fica passional, mesquinha ou sovina e interrompe logo esse processo “iniciante”.
  • Você possui o discernimento que leva à liberdade espiritual? (Sim, possuo)
    • O “discernimento que leva à liberdade espiritual” refere-se à compreensão de que a riqueza pode aumentar ou diminuir por razões que não se pode controlar. Não há nada de errado em ficar feliz quando a riqueza aumenta, mas é errado ficar infeliz quando ela diminui.

Liderança para um mundo Melhor. Dalai-Lama e Laurens van den Muyzenberg

 

13/02/2013

Enriquecer de maneira correta


 
Buda ensinava que enriquecer corretamente era tão importante quanto usar a riqueza obtida de forma adequada, citando: “São boas e dignas de louvor as pessoas que buscam a riqueza por caminhos corretos e a utilizam para o bem e a felicidade delas mesmas e dos outros”.

 
Parábola atribuída a Buda, ele orienta:

Monges, existem três grupos de pessoas no mundo. Quais são eles? Os cegos, os que têm apenas um olho e os que têm dois olhos.

Quem são os cegos? Há neste mundo quem não tenha a visão que conduz à aquisição de riqueza ou o aumento da riqueza já obtida. Além disso, essas pessoas não têm uma visão que lhes permita saber quais são as ações que levam a resultados positivos, não sabem o que merece reprovação, o que é vulgar e o que é refinado, não sabem distinguir entre o bem e o mal. É isso que quero dizer com cego.

Quem é a pessoa de um olho só? É aquela que tem visão para adquirir riqueza, mas, fora isso, é idêntica ao cego. E quem são as pessoas de dois olhos? São as que têm visão para adquirir riqueza e capitalizá-la, as que têm a visão que lhes permite saber quais ações levam a resultados positivos e quais não o fazem, o que merece e o que não merece reprovação, o que é vulgar e o que é refinado, o que é bom e o que é mau. É a estas que chamo pessoas de dois olhos.

O cego é perseguido pelo infortúnio por duas razões: não possui riqueza e não pratica boas obras.

O segundo tipo de pessoa, aquela que tem um olho só, busca a riqueza, independentemente de esta ser certa ou errada. Ela pode ser obtida por meio do roubo, da trapaça ou da fraude. Essa pessoa goza dos prazeres dos sentidos por sua capacidade de fazer fortuna. Quem tem um olho só sofre conforme os seus atos.

A pessoa de dois olhos é um belo ser humano, que divide uma parte da riqueza obtida por meio do trabalho diligente. Tem ideias nobres, a mente resoluta e ficará livre do sofrimento. Evitai o cego e a pessoa de um olho só e associai-vos aos que têm dois olhos.

 
Liderança para um mundo Melhor. Dalai-Lama e Laurens van den Muyzenberg

 

Afeto – uma questão de presença

 
               
Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível...

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo, e o filho ainda estava dormindo...

Quando voltava do serviço, já era muito tarde, e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo.

Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.

O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros.

Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente.

E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento; simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.

É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.

Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.

As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor.

Mesmo que esse gesto seja apenas um nó...

Um nó cheio de afeto e carinho.

E você. Já deu algum nó afetivo hoje?
Autor desconhecido 


26/01/2013

Um empreendedor precisa ter várias ideias


“Um empreendedor precisa ter várias ideias, mas precisa achar uma oportunidade entre elas”, afirma o professor da Babson College Michael Gordon participa de oficina em São Paulo para tentar desmistificar o processo de start-up, crescimento e sustentabilidade de uma empresa.

A Endeavor, instituição que promove o empreendedorismo, realiza amanhã (dia 20) uma de suas oficinas para empreendedores - que já está com vagas esgotadas -, cursos rápidos feitos com parceiros especializados.

Dessa vez, o professor PhD da Babson College – uma das principais referências mundiais em empreendedorismo – e empreendedor Michael Gordon explorará dois estudos de caso reais sobre empreendedores e promoverá discussões que desmistificarão o processo de start-up, crescimento e sustentabilidade de uma empresa.

Gordon falou com o site da PEGN e comentou um pouco sobre o que considera o grande mito do empreendedorismo, um dos momentos marcantes na sua vida como empreendedor e como tornar uma grande ideia em um grande negócio.

Qual a pergunta sobre empreendedorismo que as pessoas lhe fazem com maior frequência?
A mais comum é “como começar um negócio”? A reposta é: apenas comece. Eu tenho um esquema que ajuda empreendedores. Basicamente: tenha muitas ideias e faça uma filtragem para encontrar uma boa oportunidade, defina o formato do negócio (estratégia, operações, fluxo de receita), venda e consiga clientes.

Qual o principal erro na hora de transformar uma grande ideia em um grande negócio?
O principal é não entender que “ideia” é diferente de “oportunidade”. Você precisa ter muitas ideias, mas você precisa de um processo de triagem para saber em qual delas você tem uma oportunidade.

Qual foi o momento mais significante na sua vida de empreendedor?
O mais significante foi quando comprei uns equipamentos antigos com um amigo e nós começamos a Plastic Systems (empresa que fabricava produtos para o controle de eletricidade estática). Foi uma sensação incrível. Na vida você precisa sentir que faz parte do jogo e não ficar apenas na linha de fora assistindo.

Qual o maior mito do empreendedorismo?
Que empreendedorismo está no seu DNA. Você precisa de habilidades para ser um empreendedor, mas você pode ganhá-las durante sua vida. Se você não tem essa habilidade, pode contratar outra pessoa que a tenha. Todos podem ser empreendedores.

Qual a característica indispensável para um empreendedor ser bem-sucedido?
Ele não pode ser parado por nada. Essa é a característica mais importante. Se você não sabe, aprenda. Se há um problema, ache uma solução. Se há uma parede, você vai por baixo, por cima, mas acha uma forma de continuar.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI141472-17180,00-UM%20EMPREENDEDOR%20PRECISA%20TER%20VARIAS%20IDEIAS%20MAS%20PRECISA%20ACHAR%20UMA%20OPORTUNIDAD.html

14/01/2013

Como enfrentar o medo e viver melhor


         “Quem foge da dor só se preocupa com a gratificação imediata; não assume responsabilidade por seu futuro”.

“Um senso de propósito não se adquire com um simples pensamento. É necessário tomar medidas que nos impulsionem em direção ao futuro. No momento em fazemos isso, ativamos uma força mais poderosa do que o desejo de evitar a dor. Isso é o que chamamos de Força Propulsora”.

“O modo como você experimenta a dor muda de acordo com a maneira como você reage a ela”.

“Não importa quão longe esteja a ação, a força que você precisa para avançar só pode ser gerada no presente”.

“No momento em que nos comprometemos firmemente, a Providencia também começa a agir... criando a nosso favor todo tipo de incidente, encontro e auxilio material imprevistos, que homem nenhum poderia sonhar que encontraria em seu caminho”.

“O verdadeiro adulto aceita que existe uma diferença fundamental entre as metas que temos para nós mesmos e as metas que o universo tem para nós”.

“O universo, no entanto, não se importa com o nosso sucesso exterior; sua meta é desenvolver nossa força interior. Nós nos  importamos com o que alcançamos do lado de fora; o universo está interessado em quem somos do lado de dentro”.

“A adversidade é apenas a única maneira pela qual o universo pode aumentar nossa força interior”.

“O que não me mata, me fortalece”. Friedrich Nietzsche.

“A força interior só vem para aqueles que avançam diante da adversidade”.

“O medo está sempre ligado a uma imagem que temos de algo terrível que acontecerá no futuro”.

Há dois tipos de dor: “A dor necessária é aquela pela qual você precisa passar para alcançar suas metas. Se você é vendedor, a rejeição é uma dor necessária. A dor desnecessária é aquela que normalmente chamamos masoquista. Ela não só não é parte de sua jornada adiante, como sua finalidade é mantê-lo empacado. Esse tipo de dor costuma ser masoquista. O masoquista inflige dor a si mesmo sob seu próprio controle e o faz da mesma maneira repetidamente”.

“A maior diferença entre aqueles que são bem-sucedidos e aqueles que fracassam em qualquer empreendimento é seu grau de compromisso. A maioria das pessoas gostaria de ser empenhada, mas, na prática, o compromisso requer uma série interminável de pequenas ações dolorosas. Quando uma pessoa não consegue lidar com essa dor, seu comprometimento desmorona”.

“A entrega é uma força infinita, espiritual, que se doa sem restrição”.

“O trabalho é árduo, mas vale a pena. Um dos benefícios é um aumento considerável na energia e na motivação. A maioria das pessoas tem uma falha de se motivar. Sentem-se motivadas a conseguirem o que querem – dinheiro, romance, status – porque acreditam que ainda não têm o suficiente. Esse sentimento de falta é uma motivação poderosa, mas você paga um alto preço por ela. O preço é a constante sensação de que há sempre algo faltando. Mesmo quando consegue algo que queria, você rapidamente fica insatisfeito, o que então o motiva a correr atrás de outra coisa. Você nunca será feliz nessa corrida incessante. Mais cedo ou mais tarde, ela sugará todo o significado e a energia de sua vida.

A falha nessa maneira de se motivar está no fato de que você precisa gerar toda a energia por si próprio. A alterna é conectar-se a uma fonte energia muito maior que você, a verdadeira nascente de toda energia, a Fonte. Você não pode usar a sensação de que falta algo para conectar-se à Fonte. Na verdade, quanto mais gratidão você sentir pelo que já tem, mais energia obterá dela. Isso abre uma porta para uma maneira completamente nova de viver, na qual a energia para avançar baseia-se na felicidade, em vez de no sofrimento”.

“O sucesso é paralisante por uma razão simples: faz com que você sinta que fez tudo sozinho. Ironicamente, no momento em que você reivindica todo o crédito por seu sucesso, leva também toda a culpa por qualquer fracasso posterior – e isso é aterrorizante”.

“O planejamento construtivo exige um estado calmo e objetivo, não uma preocupação descontrolada”.

Se você nega a escuridão, é ignorante; mas se não consegue enxergar a luz que a rodeia, está aleijado”.

“Quando julgamos os outros, tentamos nos convencer de que nossos pensamentos privados não têm efeito sobre aqueles que nos rodeiam. A verdade é que julgamentos, especialmente julgamentos severos e repetitivos, enviam uma energia para o mundo que acaba por alienar os outros. você não pode apenas simular uma atitude tolerante; é preciso eliminar de fato os próprios julgamentos”.

“A maioria das pessoas pensa em exoneração em termos de ser demitido de um cargo, mas também tem o sentido de ser liberado de uma tarefa ou obrigação. Aqui se refere à maior das obrigações: a de fazer um esforço pelo resto da sua vida. No fundo, todos nós desejamos algo mágico que nos exonere”.

“Definimos a força de vontade como algo que não existe a não ser que você mesmo a gere”.

“O universo está envolvido, mas somente para fornecer o contexto no qual os seres humanos desenvolvem a força de vontade”.

“Raramente entendemos a dádiva que é a escuridão. Sem ela, não haveria maneira de descobrir nossa própria faísca interior. É exatamente quando estamos desmoralizados que o universo se torna nosso parceiro. A desmoralização é, na verdade, nosso momento mais sagrado”.

“A verdadeira força de vontade não pode ser dependente de acontecimentos, a força de vontade tem que estar além dos acontecimentos”.

“A força de vontade é elo perdido para a realização do potencial humano”.

“O poder criativo não pode ser dado porque o ato da criação é uma expressão de seu eu, uma revelação de quem você é por dentro. Ninguém, nem mesmo Deus, pode lhe dar isso – precisa vir de você. Você tem que desenvolver poderes por meio de seu próprio esforço”.

“A morte é o lembrete mais poderoso de que a vida humana contém um número finito de momentos”.

 
Phil Stutz e Barry Michels autores do livro o Método.